PRAIAS

O monitoramento de qualidade das águas destinadas à balneabilidade - recreação de contato primário (natação, mergulho, esqui-aquático, entre outros) -, visa informar à população quais as praias recomendadas e não recomendadas ao banho de mar.

A avaliação da balneabilidade das praias é baseada em índices microbiológicos, em conformidade com os critérios determinados pelo Padrão de Balneabilidade do Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama (Resolução nº 274/2000.)

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PLANO DE MONITORAMENTO

No Estado do Rio de Janeiro são monitoradas cerca de 120 praias abrangendo um total de 15 municípios.

O monitoramento é feito semanalmente nas praias cujo comportamento varia ao longo do tempo, e, mensalmente, nas praias cujo comportamento se apresenta estável ao longo do tempo.

O número de estações de amostragem varia em função da extensão da praia, assim como a definição das estações privilegia a proximidade e o distanciamento de fontes de poluição.

AMOSTRAGEM

O monitoramento é realizado através de coletas de amostras de água, a 15cm da superfície da água, na profundidade média de um metro. As amostras são analisadas nos Laboratórios da Feema.

ANÁLISES DE LABORATÓRIO

Para determinação dos níveis de termotolerantes (coliformes fecais) as amostras são analisadas pelo método dos Tubos Múltiplos de Fermentação, com utilização do meio de cultura A1, que permite a obtenção de resultados em 24 horas. Essa metodologia é efetuada por meio de uma pré-incubação a 35+/-0,50C durante 3 horas, seguida de 21 horas a 44,5+/-0,20C.

São realizadas cerca de análises mensais, sendo que nos meses de verão este número pode aumentar de acordo com ocorrências que possam comprometer a balneabilidade.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

A classificação das praias quanto à balneabilidade considera os critérios determinados pelo Conama, Resolução n. 274/2000, e as observações de campo. Além do monitoramento, são realizadas inspeções visuais, de modo a identificar, em campo, fontes de poluição que possam comprometer a qualidade das águas.

Outras linhas de avaliação podem ser utilizadas, tais como tendências de longo prazo e metodologias para análises de séries temporais, cujos objetivos visam, principalmente, acompanhar o comportamento das praias quando da realização de intervenções.

CLASSIFICAÇÃO DAS PRAIAS

Para avaliações anuais, de modo geral, a Feema utiliza a Qualificação das Praias, a partir do enquadramento nas categorias ÓTIMA e MUITO BOA, praias PRÓPRIAS; REGULAR, MÁ E PÉSSIMA, praias IMPRÓPRIAS. Cabendo destacar que a categoria Regular traduz as praias cuja classificação oscila entre Própria e Imprópria ao longo do ano.

Qualificação das Praias em Categorias Feema

DIVULGAÇÃO DA QUALIDADE DAS PRAIAS

A divulgação da qualidade das águas das praias para balneabilidade é feita por meio de Boletins semanais (para as praias monitoradas semanalmente), encaminhados para a imprensa.

A qualidade das praias também está disponível em nosso site.

Anualmente, os dados são elaborados, analisados e publicados na forma de Relatórios; estes encontram-se disponíveis para consulta na Biblioteca.

MONITORAMENTO DAS AREIAS

Ainda que não se tenha um padrão de qualidade de areia, pode-se destacar que, de modo geral, as areias das praias monitoradas pela Feema na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro não apresentam contaminação significativa com relação aos organismos parasitológicos, podendo-se, contudo, apontar contaminação veiculada por fezes de animais domésticos (principalmente cães).

RECOMENDAÇÃO AOS BANHISTAS

De modo geral, não são graves as doenças associadas ao banho de mar, constituindo-se, fundamentalmente, em gastroenterites e infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta, sendo mais suscetíveis de adquiri-las as crianças, os idosos, e pessoas com baixa resistência imunulógica.

Ainda que o padrão de balneabilidade do Conama/2000 seja fundamentalmente estético, pode-se inferir que águas muito contaminadas, isto é, com altos níveis de coliformes fecais (termotolerantes), oferecem maior risco à saúde humana pela possibilidade da presença de organismos patógenos.

  • Evitar o banho de mar pelo menos até 24 horas após a ocorrência de chuvas;
  • Evitar o banho de mar nas praias que sofrem influência direta de rios, canais e córregos afluentes, principalmente após a ocorrência de chuvas;
  • Evitar o banho de mar sempre que observados sinais de poluição, tais como trechos com presença de línguas negras;
  • Evitar o banho de mar nas praias NÃO RECOMENDADAS;
  • Não jogar lixo nas areias, nem levar animais domésticos às praias.

Qualidade da Água | Bacia Rio Paraíba do Sul | Sub-bacia do Rio Guandu |
Reservatórios | Baía de Guanabara | Lagoas Costeiras | Baía de Sepetiba | Lagos Artificiais

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